domingo, 12 de janeiro de 2014




ANTUNES, ANTÓNIO LOBO, Livro de Crónicas, 1ª edição: Novembro de 1998



“A minha morte“- Esta crónica é uma crítica ás pessoas que se limitam a concordar com todas as pessoas. Nesta crónica, um homem restringe-se a palavras curtas, como: “exatamente“, que dão ideia de concordância com o interlocutor. Numa conversa com um amigo, este cansa-se da falta de interesse e mata-o.
“Claro que te lembras de mim“- Nesta história, há um homem que fala da sua infância e do quanto cresceu. Não aceita que uma amiga dele o tenha esquecido, e não acredita que ela tenha crescido, isto é, que tenha casado, seja mãe e que trabalhe no Ministério das Finanças.
“O amor dos animais“- Nesta crónica, existe um homem que é considerado maluco, porque gosta e fala com animais. Numa conversa com o doutor Bombarda Fernando, eles discutem qual é melhor, os hipopótamos ou tigres? Dada esta situação, são ambos internados e dados como malucos.
“A terceira guerra mundial“- Um casal começou a ter discussões quando mudou de casa. Ambos queriam pôr azulejos com os nomes deles na frente da casa. Eles não tinham dinheiro porque demoraram demasiado tempo a escolher qual dos nomes ficava no azulejo, “Vivenda Lopes“ ou “Vivenda Natércia“. O pedreiro levava dois contos à hora, então tiveram que abandonar a casa por falta de dinheiro para pagar a prestação.
“A consequência dos semáforos“- Os motivos pelos quais o escritor não gosta dos semáforos são: O sinal vermelho, porque só está vermelho quando ele tem pressa, o verde porque está verde quando não tem pressa e o amarelo porque o deixa na dúvida, entre arrancar e travar. 

No momento em que acelera no amarelo, dá-se um acidente. Ele também odeia os semáforos porque sempre que está parado, aparecem nos vidros macrocefálicos, estrábicos, coxos, marrecos, manguelóides… Este ainda é acusado de não ser pontual e ainda tem de suportar todas estas coisas.

“A prepósito de ti“- Fala da vida de casal do escritor, da felicidade que é ter alguém que lhe sublinha a encarnado os programas que lhe interessa na TV Guia, da rotina diária duma vida de casal perfeita sem discussões, das coisas que faziam juntos. O autor só não percebe que a mulher foi embora, visto que ainda acredita que são felizes e ainda pensa gravar a novela para quando a mulher chegar. Só que esse dia não vai acontecer.



Paula Silva, 9ºC 

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