ANTUNES, ANTÓNIO LOBO, Livro de Crónicas, 1ª edição:
Novembro de 1998
“A
minha morte“- Esta crónica é uma crítica ás pessoas
que se limitam a concordar com todas as pessoas. Nesta crónica, um homem
restringe-se a palavras curtas, como: “exatamente“, que dão ideia de
concordância com o interlocutor. Numa conversa com um amigo, este cansa-se da
falta de interesse e mata-o.
“Claro
que te lembras de mim“- Nesta história, há um homem que fala
da sua infância e do quanto cresceu. Não aceita que uma amiga dele o tenha
esquecido, e não acredita que ela tenha crescido, isto é, que tenha casado,
seja mãe e que trabalhe no Ministério das Finanças.
“O
amor dos animais“- Nesta crónica, existe um homem que é
considerado maluco, porque gosta e fala com animais. Numa conversa com o doutor
Bombarda Fernando, eles discutem qual é melhor, os hipopótamos ou tigres? Dada
esta situação, são ambos internados e dados como malucos.
“A
terceira guerra mundial“- Um casal começou a ter discussões
quando mudou de casa. Ambos queriam pôr azulejos com os nomes deles na frente
da casa. Eles não tinham dinheiro porque demoraram demasiado tempo a escolher qual
dos nomes ficava no azulejo, “Vivenda
Lopes“ ou “Vivenda Natércia“. O pedreiro levava dois contos à
hora, então tiveram que abandonar a casa por falta de dinheiro para pagar a
prestação.
“A
consequência dos semáforos“- Os motivos pelos quais o escritor não
gosta dos semáforos são: O sinal vermelho, porque só está vermelho quando ele
tem pressa, o verde porque está verde quando não tem pressa e o amarelo porque
o deixa na dúvida, entre arrancar e travar.
No momento em que acelera no amarelo, dá-se um acidente. Ele também odeia os
semáforos porque sempre que está parado, aparecem nos vidros macrocefálicos,
estrábicos, coxos, marrecos, manguelóides… Este ainda é acusado de não ser
pontual e ainda tem de suportar todas estas coisas.
“A
prepósito de ti“- Fala da vida de casal do escritor, da
felicidade que é ter alguém que lhe sublinha a encarnado os programas que lhe
interessa na TV Guia, da rotina diária duma vida de casal perfeita sem
discussões, das coisas que faziam juntos. O autor só não percebe que a mulher
foi embora, visto que ainda acredita que são felizes e ainda pensa gravar a
novela para quando a mulher chegar. Só que esse dia não vai acontecer.
Paula Silva, 9ºC
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